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23 de janeiro de 2011

VÍCIOS DE FÉRIAS




Estou de férias! Acordo tarde, gasto todos os créditos com ligações pros meus amigos e meu dinheiro desaparece toda vez que piso fora de casa. Vim pra matar a saudade da minha casa, e acabei cheia de vícios. Agora é aquela época do ano em que filmes viram necessidade e seriados um descontrole.

No meu criado-mudo tem uma pilha de livros e eu ainda fico pedindo mais. Estou lendo ao mesmo tempo O Último Templário, 1808, JN 40 Anos, livro de poesias de Vinícius de Moraes e o recém-chegado à cabeceira, o livro da minha amiga e nossa futura Clarice Lispector, @MarianaMauro. Recomendo todo mundo a entrar no blog dela e baixar o e-Book “Apaixonada por Natureza”.

Durante o ano todo uma estudante de jornalismo sofre com os nomes de Theodor Adorno, Jean Baudrillard, Umberto Eco, Gestalt e uma imaginária Maria da aula de Português. Mas agora eu vivo com Ted Mosby, Barney Stinson, Michael Scott, Rachel Berry, Mr. Schue e sempre Rachel, Ross, Monica, Chandler, Phoebe e Joey.

Séries. Séries. Séries.
Estou viciada nelas, e principalmente nas séries de humor.

Depois de ter colocado toda a última temporada de How I Met Your Mother em dia e ter terminado de ver Lost (que aliás merece um post inteiro de comentários), estou agora tirando o atraso de The Office. Pra quem nunca viu, resumo em duas palavras: Steve Carell. Sensacional, uma das melhores séries de humor de todas!!! Fala sobre o dia-a-dia de um escritório de uma distribuidora de papel. Pareceu chato? Pois é, prepare-se pra muitos LMAOs e ROFLs !

That’s what she said.

4 de outubro de 2010

FUGIR DA MÍDIA



Eleições. Dilma e Serra no segundo turno. Tiririca ganhou um milhão de votos. Carpegiani é o novo técnico do São Paulo. Pioneiro dos bebês de proveta ganha prêmio Nobel. Saiu na mídia, tá todo mundo comentando. Parece que os meios de comunicação tem ditado o assunto que preenche a cabeça das pessoas. Se você ainda não percebeu isso, faça a prova. Vá até um bar e sente-se despretensiosamente ao lado daquela mesa cheia de caras de terno, já sem gravatas, com entre 5 e 8 copos de chopp vazios em cima da mesa. São dessas mesas que sempre saem as conversas mais variadas. Salvo os comentários sobre pessoas conhecidas só deles, quantos são os assuntos que saem ali que não estão nos jornais hoje?
A rapidez das notícias é outra coisa que me espanta. Se eu começar uma conversa falando do caso do goleiro Bruno, ela vai se limitar a pequenos comentários. O assunto já está ultrapassado. Se eu for falar da gripe suína então... Muitos nem lembram quando aconteceu.
11 de Setembro virou acontecimento histórico. Fala-se disso apontando fatos e números, situando-o numa linha do tempo, detalhado com causas e efeitos. Como a Revolução Francesa ou a Guerra da Manchúria. Quem fala do passado é professor de história, mas falar de Tiririca é in.
Em 2008 fiz uma viagem pra Europa. Foi bem na época do caso da Eloá (lembra?). Quando eu voltei, CLARO que não sabia de nada, ainda não conhecia as maravilhas de acessar o mundo pelo iPhone. Fiquei espantada com as pessoas, parecia que só havia isso acontecendo no mundo. Não conseguia firmar uma conversa com alguém que não fosse sobre Lindemberg e as adolescentes. Todos os papos caíam pra esse lado, e eu querendo falar das paraolimpíadas (de Benjing, lembra?) não tinha deixa nenhuma. Sem falar do fato de todo mundo me olhar como um E.T. por não saber os zilhões de detalhes da história dos três lá.
O ser humano pensa em tantas coisas, tanta coisa que não aparece na televisão, tanta coisa que nos faz seres pensantes... Como podemos esquecer delas ou achar que, só porque não são anúncios do Jornal Nacional, não valem o nosso tempo?
Dê atenção às tuas ideias. Que provêm de ti, da tua vida, do teu tempo ocioso. Curta aquilo que pensas.